O PRÉMIO CIDADÃO EUROPEU 2017 VAI PARA PORTUGAL CONHEÇA A PLATAFORMA DE APOIO AOS REFUGIADOS

 

 

 

“está em curso a maior crise de refugiados desde a II Guerra Mundial”, são palavras do ex-Alto Comissário para a Imigração e tambem do Papa Francisco.

Em Portugal, A Plataforma de Apoio aos Refugiados (a PAR) que existe desde 2015 – acolheu, até ao momento cerca de 600 pessoas o que equivale a 40% dos refugiados recebidos no nosso país.

Recentemente esta plataforma da sociedade civil portuguesa foi laureada pelo Parlamento Europeu com o «Prémio do Cidadão Europeu 2017.

Em Portugal não se institucionaliza refugiados – são colocados de imediato nas comunidades espalhadas pelo país.

As instituições anfitrias apoiam nos primeiros tempos com condições que têm que cumprir como:

  • ter alojamento autónomo
  • dar apoio a nível alimentação e vestuário

e

  • dar apoio naquilo que é  a sua integração nos sistemas sociais básicos de onde:
  • A aprendizagem da lingua junto das escolhas universidades e voluntários

 

Depois, fundamental é a integração no sistema de saúde com apoio psicológico.

A originalidade desta plataforma portuguesa da sociedade civil foi assim reconhecida na uniao europeia.

 

Mario Rui André, da comissão executiva da Plataforma de Apoio aos Refugiados em conversa para o Audio Press Portugal fala nos da originalidade deste trabalho.

 

(escuta da peça audio)

Segundo a experiência que têm no terreno, a maior parte das famílias gostam e prefer estar em Portugal.

 

A maioria dos refugiados são essencialmente sírios, havendo ainda alguns iraquianos e eritreus.

 

Melissa Fleming porta-voz do Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados – esteve em Lisboa no primeiro semestre de 2017 e disse que Portugal é um caso exemplar na Europa e no mundo no acolhimento a refugiados.

 

Mario Rui André, em conversa para o Audio Press Portugal conta nos como nasceu a plataforma.

 

(escuta da peça audio)

 

 

A Sociedade Civil portuguesa está de parabéns!

Terminamos a nossa conversa conhecendo o que significa este prémio cidadão europeu para a Plataforma portuguesa de Apoio aos Refugiados.

 

 

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PARABENS FÁBRICA DE BRAÇO DE PRATA – CONVERSA COM NUNO NABAIS

A entrevista audio

 

 

Hoje trago-lhe a história de um professor, Nuno Nabais que transformou uma antiga fábrica de metralhadoras no centro de Lisboa – numa autêntica fábrica de cultura com dez anos de actividade contínua e reconhecimento internacional.

A Fábrica de Braço de Prata teve em Lisboa um papel inaugural no movimento de reciclagem de edifícios esquecidos.

Foi criado um regime absolutamente novo de sustentabilidade – é património cultural de Lisboa. Conforme se pode ler no sitio da internet

“Acreditamos que tudo o que tem sido possível na Fábrica exprime alguns conceitos como “soberania”, de “desobediência civil”, de “sustentabilidade financeira”, “independência face a subsídios”. São esses conceitos que permitem que a empresa que gere os proventos não se aproprie de um único cêntimo do orçamento da Fábrica.”

(AUDIO)

Nuno Nabais é professor universitário, Filósofo, ensaísta, livreiro e programador cultural. É sobretudo um homem que não se resigna perante as muitas dificuldades. Em conversa para o Audio Press Portugal disse que não foi o sonho que o moveu mas sim, a raiva.

(AUDIO)

“Só a raiva levas as pessoas a fazer coisas extraordinárias.”

A Fábrica de Braço de Prata parece um sonho tornado realidade mas só graças a uma raiva imensa foi possível criá-la.

Tem uma história de ocupação tolerada e no tempo recorde de sete dias, uma fábrica abandonada deu lugar a uma autêntica ilha comunitária – de portas abertas – dedicada à cultura e aos artistas.

O antigo dono da fábrica autorizou o professor a criar o centro cultural mas a legalidade ficou pendurada até à compra pela Camara Municipal e por isso foram muitos os processos em tribunal que Nuno Nabais teve que passar nesta década e deixa-nos um enorme elogio à justiça portuguesa – vendo este Professor de Filosofia, os juízes portugueses como grandes exemplos atuais à escala mundial.

(AUDIO)

Tem neste espaço sui generis muitos pontos de interesse – uma “sala de jazz com o piano com a sonoridade mais pura de toda a Lisboa”. O nosso Salvador Sobral (vencedor da Eurovisão 2017) é um dos filhos desta casa.

Recebe concertos, exposições, vende bons livros a um euro, apoia os artistas com a venda de obras de arte e o valor pedido à entrada a quem visita já raramente se vê no panorama nacional, permitindo a que quem tenha dificuldades económicas consiga aceder ao melhor que se vai fazendo.

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O truque diz, é simples: vender bacalhau e cerveja (é assim que a Fábrica se sustenta).

Contou ainda numa entrevista à revista Caliban que “se uma editora não está a vender livros suficientes, abra um quiosque na editora.”

Neste espaço oferece-se cultura. Há mais de uma década. E como prenda de aniversário desejam apenas continuar a continuar a dar cultura às pessoas e que se sintam em casa.

Eu sinto-me em casa na Fabrica de Braço de Prata; há qualquer coisa de berço, de coisas sempre a nascer por lá.

Neste 10º aniversário a Fabrica de Braço de Prata vai mostrar o melhor que se fez no plano da música durante uma década; vão estar de portas abertas e com a cerveja a baixo custo.

Por fim, conheça o futuro desta fábrica de cultura que não pára de nos surpreender.

Parabéns à Fabrica de Braço de Prata por dez anos de actividade.

Estão a fazer 10 anos e os planos para o futuro são tão ambiciosos como no primeiro dia.

Nota: Depois de editada esta peça o Professor fez-me chegar este elogio, o suficiente para me dar força a continuar com este meu projeto. Mafalda Ramos

Reconhecimento Professor Nuno Nabais Maio2017

 

 

JORGE BACELAR É UM VETERINÁRIO QUE DÁ DIGNIDADE AOS NOSSOS AGRICULTORES ATRAVÉS DA FOTOGRAFIA

 

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Tem 50 anos, vive na Murtosa distrito de Aveiro.

Jorge Bacelar é médico veterinário há mais de 20 anos e um dia decidiu começar a filmar o dia-a-dia dos agricultores.

Do filme passou para a fotografia e em apenas quatro anos já recebeu vários prémios internacionais.

Aprendeu com um dos melhores fotógrafos da actualidade, seu amigo António Tedim.

Hoje procura conciliar a sua vocação e profissão de amor, ser veterinário e o “vício” e paixão pela fotografia.

Dr. Jorge Bacelar quer dar dignidade aos nossos agricultores, muitas vezes esquecidos.

Se não fosse veterinário não seria fotógrafo pela ligação próxima e especial que tem com as pessoas fotografadas.

Não sou cineasta, filmo por puro prazer de contar histórias.

Assim se apresenta na página MURTOSA TUBE no facebook.

Previlegiando esta ligação com os agricultores, que são seus clientes mas nunca utilizou a palavra cliente. Não será assim que os vê.

Não são os prémios que movem o “doutor fotografia” como carinhosamente o tratei durante a nossa conversa.

 

O projecto fotográfico do Dr. Jorge Bacelar faz-nos regressar a um tempo em que tínhamos maior ligação à terra, à natureza e transporta-nos para a contemplação de um tempo para o essencial na vida.

 

Clique para escutar a entrevista na íntegra

 

Cátia Domingues leva o afecto português aos refugiados na Grécia

Esta semana dou-lhe a conhecer uma voluntária que está a ajudar refugiados na Grécia, chama-se Cátia Domingues, tem 29 anos e é natural de Lisboa.

Cátia está habituada, a nível profissional, a utilizar o humor e o sarcasmo como ferramentas de cidadania para despertar consciências.

Mas foi com as suas mãos que decidiu ajudar a melhorar o Mundo, em cada refugiado: cada mulher, homem e criança que vai conhecendo.

 

Nas ilhas Gregas é onde os barcos chegam e aqui é tudo mais duro, daí a escolha da Cátia, deixando para trás a experiência em Nea Kavala em conjunto com a Organização não governamental Drop in the Ocean. Todas as despesas são pagas pela voluntária portuguesa… vai ficar, disse, “até o dinheiro dar.”

Assim que chegou à ilha grega de Quios de onde foi feita enta entrevista ficou em choque, um dia depois, quando aconteceu a nossa conversa, continuava ainda em choque…

(clique na ligação abaixo para escutar)

As crianças ocupam-se como podem e como o clima permite.

As mulheres tentam ocupar-se e continuar de alguma maneira a sua função, como quando tinham uma vida, tomando conta da família.

Os homens estão completamente desorientados sem qualquer função.

Aqui não há tempos livres, com todo o tempo livre para ocupar.

Muitos homens estão na casa dos vinte, trinta anos e deixaram de poder desempenhar qualquer papel, ainda menos o papel de sustentar a família. Estão “sem norte” e o dia de amanhã desperta assustadoramente igual.

Cátia Domingues disse que é de partir o coração ver estes homens com olhar vazio a estender a mão. Não lhes deixam fazer nada, nada lhes é pedido.

À sua volta, nada se faz para não criar a ilusão de que pode ser definitivo; não se pode criar uma ilusão de que a situação será de médio e longo prazo.

O médio e longo prazo é-lhes vedado e torna-se evidente que muitos destes homens começam a consumir substâncias – criando um problema ainda mais grave.

Cátia está habituada a não medir as palavras e diz claramente que estamos a criar delinquentes quando nada está a ser feito para ocupar estas pessoas, nem a providenciar um tecto para que possam ter esperança no dia de amanhã, ocupando o dia de hoje.

A mais dura das entrevistas…choramos em conjunto, para dentro.

Este é um dos maiores desafios de guerra e paz que o Mundo enfrenta hoje…

Cátia Domingues oferece, como disse, as suas mãos porque não pode fazer nada.

Procura minimizar a dor de quem procura ter uma vida para já uma vida em suspenso, durante quanto tempo? Ninguém sabe.

Cátia Domingues leva assim, raios de luz, ainda que sejam ténues para a vida destas pessoas.

 

Diferentes de nós?

Nasceram num país que não puderam escolher e não lhes é permitido escolher.

 

Patrícia Monteiro recebe a bolsa Society in Science – The Branco Weiss Fellowship, a 1ª portuguesa a residir em Portugal a receber este prémio

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Patrícia Monteiro formou-se em Coimbra e iniciou o seu trabalho de investigação na Espanha. Passou seis anos nos EUA mais  propriamente no MIT.

Em 2016 muda -se para Portugal, para a Universidade do Minho. No Doutoramento – especializou-se em neurociências tem também publicações nas mais prestigiadas revistas de referência; como a Science e a Nature.

O estudo de Patrícia Monteiro focou-se num gene que pode estar a contribuir para o autismo, conforme nos explica em entrevista exclusiva ao Audio Press Portugal.

Esta caixinha mágica que nos permite questionarnos a nós próprios e à nossa existência, é também por isso mesmo, demasiado complicada e temos por vezes dificuldade em tratar e compreender manifestações, perturbações que influenciam o nosso desempenho, que influenciam o funcionamento dos nossos circuitos cerebrais.

“Se o nosso cérebro fosse simples então nós seriamos animais demasiado simples para tentar estudá-lo e percebe-lo”, citando um autor com o qual se identifica.

(excerto da entrevista audio)

Patrícia Monteiro tem agora até cinco anos de financiamento para estudar de que forma o stress crónico conduz a doenças como a depressão e a ansiedade.

Patrícia Monteiro, da Universidade do Minho, é a primeira cientista radicada em Portugal a receber a bolsa Society in Science – The Branco Weiss Fellowship. É uma das bolsas de pós-doutoramento mais prestigiadas no mundo – atribuída pelo Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça.

Saiba que, é a primeira vez que conseguimos captar esta bolsa para uma investigação portuguesa.

No final da entrevista sou surpreendida pela Patricia Monteiro que me atribui uma distinção na área do jornalismo. 😀

Lusodescente Venezuelana ajuda crianças a partir de Toronto – Alessandra da Rocha

Neta de um emigrante português na Venezuela, natural de Aveiro, Alessandra da Rocha vive no Canadá desde 2010.

É oradora motivacional e conselheira pessoal, tendo frequentado um curso de gestão de hotelaria no Centennial College em Toronto, e já pensa criar a sua própria organização sem fins lucrativos para ajudar as crianças da Venezuela, que necessitam de apoio urgente.

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Não entram alimentos no país, não há nada nos supermercados. Não aceitam dólares. O problema já tem anos mas piorou com as mudanças politicas. Quem tem dinheiro compra fora do país.

Mais de 90 por cento da população é pobre e estes não tem como comprar. As crianças são as mais afectadas: hoje estão em casa sem comer, doentes e sem poder ir à escola…a situação é muito difícil.

 

Vai tardar até que a situação se normalize na vida destas famílias e destas crianças então a luso descendente resolveu criar um projecto de nome “Feed a Kid Venezuela” para poder levar alimentos às crianças.

A festa do seu 32º aniversário este ano foi para juntar 150 pessoas, entre os quais portugueses que residem no Canadá e quiseram ajudar. Conseguiram angariar algumas verbas que vão fazer com quem algumas crianças tenham um Natal um pouco menos duro.

Em Toronto, no Canadá, portugueses juntam-se à causa e apoiam as crianças venezuelanas – são duas comunidades, a portuguesa e a venezuelana que se juntam e ficam mais fortes na adversidade.

Uma plataforma on line está activa para receber apoios a quem quiser ajudar: basta pesquisar por GoFundMe e Feed a Kid Venezuela.

Para escutar a entrevista audio clique aqui: