JORGE BACELAR É UM VETERINÁRIO QUE DÁ DIGNIDADE AOS NOSSOS AGRICULTORES ATRAVÉS DA FOTOGRAFIA

 

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Tem 50 anos, vive na Murtosa distrito de Aveiro.

Jorge Bacelar é médico veterinário há mais de 20 anos e um dia decidiu começar a filmar o dia-a-dia dos agricultores.

Do filme passou para a fotografia e em apenas quatro anos já recebeu vários prémios internacionais.

Aprendeu com um dos melhores fotógrafos da actualidade, seu amigo António Tedim.

Hoje procura conciliar a sua vocação e profissão de amor, ser veterinário e o “vício” e paixão pela fotografia.

Dr. Jorge Bacelar quer dar dignidade aos nossos agricultores, muitas vezes esquecidos.

Se não fosse veterinário não seria fotógrafo pela ligação próxima e especial que tem com as pessoas fotografadas.

Não sou cineasta, filmo por puro prazer de contar histórias.

Assim se apresenta na página MURTOSA TUBE no facebook.

Previlegiando esta ligação com os agricultores, que são seus clientes mas nunca utilizou a palavra cliente. Não será assim que os vê.

Não são os prémios que movem o “doutor fotografia” como carinhosamente o tratei durante a nossa conversa.

 

O projecto fotográfico do Dr. Jorge Bacelar faz-nos regressar a um tempo em que tínhamos maior ligação à terra, à natureza e transporta-nos para a contemplação de um tempo para o essencial na vida.

 

Clique para escutar a entrevista na íntegra

 

Cátia Domingues leva o afecto português aos refugiados na Grécia

Esta semana dou-lhe a conhecer uma voluntária que está a ajudar refugiados na Grécia, chama-se Cátia Domingues, tem 29 anos e é natural de Lisboa.

Cátia está habituada, a nível profissional, a utilizar o humor e o sarcasmo como ferramentas de cidadania para despertar consciências.

Mas foi com as suas mãos que decidiu ajudar a melhorar o Mundo, em cada refugiado: cada mulher, homem e criança que vai conhecendo.

 

Nas ilhas Gregas é onde os barcos chegam e aqui é tudo mais duro, daí a escolha da Cátia, deixando para trás a experiência em Nea Kavala em conjunto com a Organização não governamental Drop in the Ocean. Todas as despesas são pagas pela voluntária portuguesa… vai ficar, disse, “até o dinheiro dar.”

Assim que chegou à ilha grega de Quios de onde foi feita enta entrevista ficou em choque, um dia depois, quando aconteceu a nossa conversa, continuava ainda em choque…

(clique na ligação abaixo para escutar)

As crianças ocupam-se como podem e como o clima permite.

As mulheres tentam ocupar-se e continuar de alguma maneira a sua função, como quando tinham uma vida, tomando conta da família.

Os homens estão completamente desorientados sem qualquer função.

Aqui não há tempos livres, com todo o tempo livre para ocupar.

Muitos homens estão na casa dos vinte, trinta anos e deixaram de poder desempenhar qualquer papel, ainda menos o papel de sustentar a família. Estão “sem norte” e o dia de amanhã desperta assustadoramente igual.

Cátia Domingues disse que é de partir o coração ver estes homens com olhar vazio a estender a mão. Não lhes deixam fazer nada, nada lhes é pedido.

À sua volta, nada se faz para não criar a ilusão de que pode ser definitivo; não se pode criar uma ilusão de que a situação será de médio e longo prazo.

O médio e longo prazo é-lhes vedado e torna-se evidente que muitos destes homens começam a consumir substâncias – criando um problema ainda mais grave.

Cátia está habituada a não medir as palavras e diz claramente que estamos a criar delinquentes quando nada está a ser feito para ocupar estas pessoas, nem a providenciar um tecto para que possam ter esperança no dia de amanhã, ocupando o dia de hoje.

A mais dura das entrevistas…choramos em conjunto, para dentro.

Este é um dos maiores desafios de guerra e paz que o Mundo enfrenta hoje…

Cátia Domingues oferece, como disse, as suas mãos porque não pode fazer nada.

Procura minimizar a dor de quem procura ter uma vida para já uma vida em suspenso, durante quanto tempo? Ninguém sabe.

Cátia Domingues leva assim, raios de luz, ainda que sejam ténues para a vida destas pessoas.

 

Diferentes de nós?

Nasceram num país que não puderam escolher e não lhes é permitido escolher.

 

Patrícia Monteiro recebe a bolsa Society in Science – The Branco Weiss Fellowship, a 1ª portuguesa a residir em Portugal a receber este prémio

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Patrícia Monteiro formou-se em Coimbra e iniciou o seu trabalho de investigação na Espanha. Passou seis anos nos EUA mais  propriamente no MIT.

Em 2016 muda -se para Portugal, para a Universidade do Minho. No Doutoramento – especializou-se em neurociências tem também publicações nas mais prestigiadas revistas de referência; como a Science e a Nature.

O estudo de Patrícia Monteiro focou-se num gene que pode estar a contribuir para o autismo, conforme nos explica em entrevista exclusiva ao Audio Press Portugal.

Esta caixinha mágica que nos permite questionarnos a nós próprios e à nossa existência, é também por isso mesmo, demasiado complicada e temos por vezes dificuldade em tratar e compreender manifestações, perturbações que influenciam o nosso desempenho, que influenciam o funcionamento dos nossos circuitos cerebrais.

“Se o nosso cérebro fosse simples então nós seriamos animais demasiado simples para tentar estudá-lo e percebe-lo”, citando um autor com o qual se identifica.

(excerto da entrevista audio)

Patrícia Monteiro tem agora até cinco anos de financiamento para estudar de que forma o stress crónico conduz a doenças como a depressão e a ansiedade.

Patrícia Monteiro, da Universidade do Minho, é a primeira cientista radicada em Portugal a receber a bolsa Society in Science – The Branco Weiss Fellowship. É uma das bolsas de pós-doutoramento mais prestigiadas no mundo – atribuída pelo Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça.

Saiba que, é a primeira vez que conseguimos captar esta bolsa para uma investigação portuguesa.

No final da entrevista sou surpreendida pela Patricia Monteiro que me atribui uma distinção na área do jornalismo. 😀

Lusodescente Venezuelana ajuda crianças a partir de Toronto – Alessandra da Rocha

Neta de um emigrante português na Venezuela, natural de Aveiro, Alessandra da Rocha vive no Canadá desde 2010.

É oradora motivacional e conselheira pessoal, tendo frequentado um curso de gestão de hotelaria no Centennial College em Toronto, e já pensa criar a sua própria organização sem fins lucrativos para ajudar as crianças da Venezuela, que necessitam de apoio urgente.

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Não entram alimentos no país, não há nada nos supermercados. Não aceitam dólares. O problema já tem anos mas piorou com as mudanças politicas. Quem tem dinheiro compra fora do país.

Mais de 90 por cento da população é pobre e estes não tem como comprar. As crianças são as mais afectadas: hoje estão em casa sem comer, doentes e sem poder ir à escola…a situação é muito difícil.

 

Vai tardar até que a situação se normalize na vida destas famílias e destas crianças então a luso descendente resolveu criar um projecto de nome “Feed a Kid Venezuela” para poder levar alimentos às crianças.

A festa do seu 32º aniversário este ano foi para juntar 150 pessoas, entre os quais portugueses que residem no Canadá e quiseram ajudar. Conseguiram angariar algumas verbas que vão fazer com quem algumas crianças tenham um Natal um pouco menos duro.

Em Toronto, no Canadá, portugueses juntam-se à causa e apoiam as crianças venezuelanas – são duas comunidades, a portuguesa e a venezuelana que se juntam e ficam mais fortes na adversidade.

Uma plataforma on line está activa para receber apoios a quem quiser ajudar: basta pesquisar por GoFundMe e Feed a Kid Venezuela.

Para escutar a entrevista audio clique aqui:

 

O nome Polybio é grego e tem vida no nome (bio), assim é a vida do nosso entrevistado – um homem espelho de vida. O seu cartão de nascimento diz que já contou duas vezes 44 primaveras e o registo médico conta com quatro enfartes de miocárdio.

Cardiologista, o professor jubilado e antigo médico dos Hospitais da Universidade de Coimbra, escritor, poeta, conferencista e presidente do conselho científico da Fundação Portuguesa de Cardiologia. Doutorou se com distinção e louvor, conciliou carreira de professor com a de médico e fê-lo com distinção.

Faz conferências e já e…fá-las em verso, escreve livros em verso e com humor para prevenção vascular.

Era uma vez um coração foi o 1º livro, sempre em verso e derigido às crianças.

Polybio é um médico do tempo em que os médicos valorizam o tempo despendido a olhar e a conversar com os seus pacientes.

Esta relação próxima médico-paciente parece estar em risco nos centros de saúde e hospitais que enchem os médicos de burocracia e os obriga a focarem-se nos números…

tenho encontrado muitos velhos de 15, 16 e 17 anos e jovens de 71

diz o conceituado medico que também já escreveu um livro sobre saber envelhecer.

Aprender a não ser velho é o titulo de outro livro do conceituado cardiologista.

Foi o livro que editou recentemente sobre os benefícios do café que me levou a contactar este médico escritor, o livro chama-se “Um poético cafézinho” da editora “Lápis de memórias”.

Estou bastante satisfeito, é capaz de ser um tema bastante polemico, mas o coordenador da obra, que eu doutorei, é espectacular e exigente disse na apresnetação que leu centenas de artigos para ter a certeza que o que eu escrrevi em verso estava correcto,

Uma coisa é beber um café esporadicamente, outra coisa é beber o café sistematicamente, quando a gente começa a beber café todos os dias, os contratempos começam a desaparecer. Se o tomarem regularmente, todos os dias não tem alteração na tensão arterial.

 

Numa entrevista a rádio regional do centro disse que:

não dava um centavo para voltar aos 18 anos, mas daria tudo quanto tenho para me conservar como estou agora”

contou Polybio Serra e Silva do alto dos seus 88 anos.

Há vidas assim…parabéns ao Dr. Polybio Serra e Silva pela longa carreira e por ainda arranjar tempo para passar a sua sabedoria aos outros das várias formas que tem encontrado para se expressar.

Para escutar a entrevista audio, clique aqui

 

Filipa Palha trabalha há décadas na saúde mental em Portugal

É psicóloga e presidente da Associação “Encontrar-se” que apoia pessoas com perturbação mental, sediada no Porto.  É também professora na Universidade Católica no Porto, publicou 18 artigos em revistas especializadas e as suas áreas de interesse científico são: a reabilitação psicossocial na doença mental, o estigma na doença mental, as políticas de Saúde Mental e a promoção da Saúde Mental. Chama-se Filipa Palha e estivemos à conversa para o Audio Press Portugal.

Em Novembro de 2016 o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa apelidou a nossa entrevistada como “vencedora” e uma “lutadora” por “lutar por um mundo melhor”, no dia em que se comemorou o dia Mundial da Saúde Mental. Sublinhou ainda a urgência da sociedade portuguesa ter de “aceitar a diferença”, lutando contra discriminação das doenças mentais.

No final de 2016 foram divulgados os resultados preliminares do estudo “Crisis Impact” onde se verifica que cerca de, um em cada três portugueses sofre de um problema ligado à saúde mental com números de prevalência que aumentaram de 18,8 % em 2008 para 31,2% em 2015. Um aumento que se verificou em todos os niveis de gravidade mas sobretudo nos casos de maior gravidade. A prevalência de problemas de saúde mental em 2015 foi mais elevada entre as mulheres, os idosos, viúvos, separados assim como pessoas com baixa escolaridade. Mais de 40% das pessoas da amostra do estudo reportam descida de rendimentos desde 2008: cerca de metade por corte de salários e pensões,  14% por motivo de desemprego, 6% por mudança de emprego e ainda 5% por reforma.

Este estudo indica ainda se entre 70% a 80% das pessoas conseguiram ter acesso a cuidados, apenas 40% tiveram acesso aos cuidados adequados, sendo as dificuldades em cobrir os custos e em marcar consultas os principais obstáculos apontados.

A associação Encontrar-se fez 10 anos de actividade em 2016 e atingiu maior visibilidade com um impacto estimado em 3 milhões de pessoas através da campanha nacional anti-estigma “Uma música para a saúde mental” mais conhecida por “UPA08” (UPA 2008) que fez nascer o movimento de combate ao estigma da doença mental, no nosso país “UPA – Unidos para ajudar.

Quando os problemas de saúde mental podem levar, por exemplo ao suicídio, uma das perguntas que fica depois desta entrevista é: porque razão a doença mental não é sinalizada como uma epidemia; quando deixa tantos portugueses incapazes e muitos estão em risco de vida?

Além de médicos de família que ajudam a tratar a doença física é urgente haver psicólogos nos centros de saúde e que estes doentes possam ser acompanhados, como acontece com  qualquer outra doença crónica, como a diabetes por exemplo.

AUTORIA: MAFALDA RAMOS | AUDIO PRESS PORTUGAL

 

É A PESSOA MAIS INDICADA PARA FAZER ESTA PERGUNTA DADO TER TRABALHADO TODA A SUA VIDA LIGADA À SAÚDE MENTAL: COMO ESTÁ O ESTIGMA DA DOENÇA MENTAL EM PORTUGAL ?

O estigma está péssimo infelizmente.

Quando os dados nos dizem que as doenças mentais aumentaram, que há maior sofrimento… que numa altura de crise económica é dramático o número de pessoas que passa por uma experiência desta natureza…

Quando temos dados relativamente àquilo que são as vivências dos adolescentes e o ano passado saiu um relatório absolutamente impressionante e que foi capa de jornais que constatava que um em cada cinco adolescentes já se teria magoado para lidar com o sofrimento psicológico…

Como é que nós deixamos as pessoas em sofrimento psicológico numa altura em que vivemos tempos muito difíceis e por outro lado quando sabemos que este sofrimento pode causar, por exemplo, suicídio.

Deixar que isso assim seja, do meu ponto vista, é absolutamente criminoso. Eu não consigo encontrar outra palavra por mais que esta seja forte.

Nós assistimos nos últimos anos a casos como a Ebola, por exemplo e do vírus do Zika; quando apareceram os primeiros indícios que poderíamos ter aqui um problema de saúde pública, risco de uma epidemia; claramente tudo foi feito não só para alertar as populações como, para termos um plano muito claro para intervir e de certa forma, evitar que pudesse vir a alastrar-se.

Nós temos uma epidemia de doença mental num contexto de crise económica.

Se aumenta a incidência, o número de pessoas com problemas de ansiedade e depressão e se alguns destes claramente podem levar ao suicídio, nós temos uma epidemia.

MR (Mafalda Ramos)

E que não foi sinalizada como tal.

FP (Filipa Palha)

Não foi…

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NO CONTEXTO DAS COMEMORAÇÕES DO DIA MUNDIAL DA SAÚDE MENTAL E DO 10º ANIVERSÁRIO DA ENCONTRAR+SE, APÓS A CERIMÓNIA DE ENTREGA DO PRÉMIO DE RECONHECIMENTO UPA, PRESIDIDA PELO SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA, MARCELO REBELO DE SOUSA, DECORREU UM JANTAR DE BENEFICÊNCIA, NO PÁTIO DAS NAÇÕES DO PALÁCIO DA BOLSA QUE JUNTOU CERCA DE 350 PESSOAS.

QUE RESULTADOS SAIRAM DO PLANO NACIONAL DE SAÚDE PARA O PERIODO 2007-2016?

Muito pouco.

Ainda a semana passada o director do plano nacional de saúde mental disse que não estava à espera que o aumento da incidência da doença mental tivesse sido tão significativo como demonstrado pelo estudo “Crisis Impact” (trata-se de um estudo da autoria de José Caldas de Almeida presidente do instituto de saúde mental de Lisboa).

É impossível que ande distraído ou que não saiba daquilo que é o que todos nós sabemos…

Não é preciso ser-se psicólogo para saber que a crise afecta a saúde mental. Basta bom senso. Quem é responsável por: definir políticas, por monitorizar situações e por intervir – ou pelo menos alertar para que sejam possíveis iniciativas se não o faz…é uma situação intolerável e insuportável.

Continuamos com uma ausência de respostas e com um plano nacional de saúde mental que deveria ter sido implementado entre 2007 e 2016 e estamos no ano em que deveria ter sido o términus da implementação deste plano e…quase nada aconteceu…

Nós estamos na presença daquele que é o estigma estrutural que é aquele que diz respeito a alocação de recursos e que obviamente terá associado a reivindicação pelos nossos direitos. Se nós temos um cenário tão dramático, se os recursos e respostas não existem, então nós estamos perante um exemplo de estigma a tomar a dianteira da razão e do respeito pelos direitos humanos.

MR

Portanto, em relação a um vírus e em relação a um insecto que nos possa vir a atacar há logo uma reacção e começa-se a trabalhar na prevenção…e na doença mental…

FP

Felizmente temos o conhecimento e os meios para responder a diferentes níveis: da prevenção à intervenção em crise e em todo o processo de recuperação de um problema de saúde mental.

A intervenção psicoterapêutica tão pouco disponibilizada no SNS (Serviço Nacional de Saúde) permite ganhos em saúde imensos.

Ajuda a: interiorizar aquilo que está a acontecer, desenvolver competências e estratégias de coping e de resiliência, etc, podemos evitar recaídas ou que situações mais graves venham a acontecer.

Isto está escrito, é sabido há trinta anos…

Estar trinta anos sem os seguir é claramente condicionar o que é a qualidade de vida das pessoas e o que é não só em termos individuais mas familiares, sociais e económicos… os custos directos e indirectos…há dezenas de relatórios, dados do mais consistente que há.

Porque é que nós não fazemos nada com isto?

Em 2001 foi publicado um relatório pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e uma das frases da comissária responsável pelo relatório é que nós temos o conhecimento, os recursos para que as pessoas possam ser ajudadas e infelizmente continuamos a fazer com que o estigma tome a dianteira da razão.

Isto é dramático, 15 anos depois não tendo sido feito nada ou muito pouco não é nenhuma surpresa que a situação tenha piorado.

Só é uma surpresa para quem anda muito distraído ou para quem não contacta directamente com pessoas…

A falta de saúde mental é um enorme obstáculo ao desenvolvimento das nossas economias.

É impedir a pessoa que seja e se torne aquilo que ela pode ser.

Felizmente hoje temos recursos e possibilidades de  ajudar as pessoas a recuperar de um problema destes de uma forma muito diferente daquilo que era há vinte ou trinta anos e apenas precisamos de fazer aquilo que fazemos nas outras áreas da saúde e isso não acontece.

 

SENTE QUE ESTAMOS A SER BEM REPRESENTADOS PELO GOVERNO A NÍVEL DE SAÚDE MENTAL?

Ninguém aguentaria o que se está a passar sem se ter demitido.

Uma pessoa que é responsável por implementar um plano durante dez anos e não tem o mínimo de condições para o fazer e de ano para ano vai dizendo que não o teve, o que esta lá a fazer?

Ao longo dos anos vimos muitos responsáveis por diferentes áreas da saúde a demitirem-se quando dizem que, para a minha função não estão a ser dadas as condições para a representar.

 

 

MR

Calculo que seja um trabalho difícil contactar diariamente com pessoas que sofrem com problemas de saúde mental. 

FP

Eu tenho um respeito e uma admiração pelas pessoas com doença mental que não faz ideia. Mas uma consideração extraordinária. Nem percebo como é que as pessoas desprezam ou diminuem o que é uma pessoa acordar de manhã com sintomas psicóticos, por exemplo.

Eu acho que lutar e ser resiliente, andar para a frente e querer melhorar é um acto de coragem mas de uma valentia que eu não tenho palavras para descrever.

Portanto, eu tenho pelas pessoas com experiência de doença mental uma consideração e um respeito e claramente me sinto bastante mais fraca perante a força que elas têm para lutar com um processo e um fenómeno que é realmente surpreendente: a nossa mente dar aqui assim umas reviravoltas e condicionar o nosso eu, a nossa percepção com o Mundo a nossa relação com os outros, etc.

Tenho verdadeiramente respeito e consideração e como tal, trato-os obviamente dessa forma.

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Pode ainda escutar a versão audio com um excerto desta entrevista, clicando aqui:

 

 

Respiram música, no maior carrilhão itinerante do Mundo, apresento-Lhe a família Elias

Clique na seta para escutar a entrevista

 

TEXTO

 

Em plena crise, Portugal recebia a troika em 2011 e…foi precisamente nesse período difícil que o sonho de uma família portuguesa se concretizou…

Chama se Lvsitanvs e é o maior carrilhão itinerante do mundo, são 15 toneladas, 7 de bronze 63 sinos e um total de peso andante de 22 toneladas: conduzido muitas vezes ora pelo pai ora pela filha : uma vez que as verbas dos concertos ainda não dão para tudo.

O Lvsitanvs nasceu da preocupação em utilizar a energia da juventude e das crianças mais próxima das potencialidades de cada um conforme contou o engenheiro Alberto Elias em entrevista exclusiva ao APP.

Pai e duas filhas criam o Centro Internacional do Carrilhão e do órgão (CICO) sediado em Constância, em 2011 e em 2015 nasce o Lvsitanvs – que leva som e emoções a todos os locais onde os requisitam.

Estes locais podem ser praças, como as praças de Lisboa, os jardins cuja singularidade no som varia se estao próximo da água ou de árvores..quanto à escolha das músicas a professora Ana Elias levanta um pouco o veu do que pode esperar de cada concerto do carrilhão itinerante.

Sabemos que o problema da cultura e neste caso da música é o financiamento de todo o trabalho: quer de criação quer toda a gestão do trabalho que acarreta um projecto desta importância e portanto precisa de financiamento como é o caso para virem a gravar um CD ou DVD.

A vila de Constância recebe o pre congresso mundial do carrilhão em Junho de 2017 com especialistas de vários países e o Engenheiro Alberto e a Professora Ana Elias: pai e filha só querem ter condições para poderem continuar a trabalhar: não querem esmolas – querem espalhar música !!

Vão precisar de padrinhos como as empresas que vêm no próprio camião uma forma de se publicitarem e já existe até sinos com o nome dos seus padrinhos e o logótipo dos patrocinadores.

Querem fazer mais concertos em Lisboa e em Espanha e para isso faltam as pessoas interessadas na concretização destes concertos de carrilhão: sempre diferentes e únicos.

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Saiba que em Mafra,

Existem dois carrilhões e 119 sinos !! em 2017 fará 300 anos que se começou a ouvir aqui este som, encomendado por D Joao V.

Este constitui o maior conjunto sineiro do mundo e na comemoração dos 300 anos do Convento de Mafra, conta-se que voltem a funcionar e a dar música pondo fim a alguns anos de paragem.

“O instrumentos no conjunto são de uma grandeza e de uma energia extraordinárias. Nunca ouvi nada assim.”

Contou o jornalista da Fernando correia de oliveira sobre os carrilhões de Mafra.

Apresento-lhe o 1º medicamento criado por um designer, pela inclusão, chama-se Miguel Neiva

Sinopsis

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TEXTO (excerto da entrevista)

Há 3 anos apresentamos neste projeto o “código de Neiva”.

 

Hoje, o criador de uma linguagem universal para daltónicos, não quer ver associado o seu nome a algo que não é dele – não é daltónico, não criou uma solução para resolver um problema seu mas para ajudar outros.

 

Também não gosta de falar sobre os prémios e reconhecimento internacional já alcançado uma vez que disse, este é um trabalho de todos, o Collor add é de todos e para chegar a todos os que sofrem da cegueira da côr.

 

É um legado que Portugal deixa à Humanidade.

 

Tem 47 anos e nasceu no Porto, “com muito orgulho” como disse nesta entrevista exclusiva ao Audio Press Portugal.

Miguel Neiva provou antes de mais que –

Nem tudo foi já inventado!! há muita coisa ainda para ser inventada e problemas sociais por resolver.

Apresento-lhe a colorAdd – é uma inovação portuguesa – uma linguagem universal não tecnológica e altamente democrática  que está a resolver um problema de pacientes em todo o Mundo. Os pacientes do Miguel Neiva são os que sofrem da  cegueira da cor, mais conhecidos por Daltónicos.

 “Nós somos muito mais competentes se fizermos as coisas a pensar nos outros que a pensar em nós próprios”

 

  

As boas praticas de acessibilidade de Miguel Neiva estão a ser espalhadas pelo Mundo e continuarão  a sê-lo pelas próximas gerações: é e será sempre uma inovação portuguesa um legado português ao Mundo.

O criador do código de identificação de cores para daltónicos,  foi convidado para membro da ASHOKA  a maior organização mundial de empreendedores sociais, nascida há 30 anos nos  estados unidos.

Nestes tempos que vivemos com enorme importância dada à imagem – a cor é também utilizada em situações muito importantes e concretas como na tiragem dos hospitais e nas bandeiras nas praias.

Entre outros prémios Miguel Neiva já recebeu dois por parte das Nações Unidas mas não gosta de falar dos prémios: prefere falar da missão que não é só sua mas de todos: a de sabermos incluir todas as pessoas nos processos de comunicação através das cores.

Saiba que:

A empresa social do Miguel Neiva está também a inovar a nível mundial com o rastreio da doença que está a ser feito nas nossas escolas

 

 

 

 

Conheça Henrique Pinto, especialista em teoria do diálogo em Portugal

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TEXTO (excerto da entrevista)

Tem 52 anos e é provavelmente a única pessoa em Portugal especializada em “teoria do dialogo”.

Henrique Pinto tem procurado promover o diálogo a todos os níveis: social, politico, cultural, religioso, económico…

Numa linha activista pretende questionar e transformar políticas da defesa e promoção da dignidade humana.

Hoje tem uma associação de nome Impossible – é a sua paixão diária!

“A Acção social trata o imediato disse:

falta a revolução interior – a mudança – vivendo com o suficiente

é importante cada um se questionar o que é o suficiente para mim? De que realmente preciso para viver?

Conheça a portuguesa que revolucionou a investigação em Alzheimer, Rita Guerreiro

 

[AUDIO]

 

[TEXTO]

 

É natural de Estremoz, chama-se Rita Guerreiro tem 35 anos, vive e trabalha no Reino Unido desde 2010, depois de realizar o doutoramento nos EUA.

Em 2014 Rita Guerreiro recebe o premio Jovem investigadora Europeia pela Associação Francesa para a investigação em Alzheimer.

O ano de 2015 chegou com alguns prémios: um de uma associação italiana fundacione Gino Galetti e o prémio da Alzheimer Society, em reconhecimento da sua carreira académica em investigação em demência.

Seguindo-se em 2016 o premio da Alzheimer Research UK.

O premio de reconhecimento de carreira de investigação da Alzheimer society é entregue ao marido José Brás no ano seguinte, em 2016.

Este casal de investigadores portugueses em Alzheimer, amplamente reconhecidos a nível mundial, já conseguiu criar um laboratório na University College of London totalmente financiado pelos próprios.

Saiba que a investigação de Rita Guerreiro e do marido José Brás é feita em colaboração com grupos na Turquia, em Portugal, com grupos por toda a Europa e por todo o Mundo.

Quisemos saber como ficam as saudades de Portugal.

Para Rita Guerreiro estas saudades são colmatadas com o intercambio entre as universidades  portuguesas como é o caso da Universidade de Aveiro e do Porto.

“ Tentamos sempre que possível manter uma ligação a nível profissional através das universidades, reuniões e conferencias onde vamos apresentar o nosso trabalho e obviamente a parte pessoal para manter as nossas ligações e raízes, às nossas terras natais ou aos sítios de onde vimos que é absolutamente importante ”.